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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Quinto Sinal Vital

        Nos anos 1990, o conceito de ‘dor como o quinto
sinal vital’ foi criado, com o objetivo de despertar nos
profissionais de saúde a preocupação com o tema e seu
tratamento. Com este conceito, o assunto ganhou nova
dimensão. Assim, os profissionais de saúde precisaram
mudar sua prática diária e o paciente passou a contar
com o direito a ter a sua dor avaliada, com o mesmo elo
e responsabilidade que os quatro parâmetros clínicos.
        A frase não só representa uma mudança de paradigma
como também associa a avaliação de dor à equipe de
Enfermagem, pois o controle dos sinais vitais e o cuidar
do paciente são características que traduzem a profissão.
       “Apresentar a dor desta forma coloca a questão no
ambito da Enfermagem. ‘Dor como quinto sinal vital’ traz
a responsabilidade da avaliação e do manejo da dor para
estes profissionais”.
     Nesta questão, a equipe de Enfermagem tem um papel
muito importante na avaliação do quadro e no fluxo
de comunicação desta queixa. O contato mais próximo
do profissional de Enfermagem com o paciente da a
equipe um papel de vigilâcia, já que ela tem maior
possibilidade de relatar e tomar condutas que sejam
adequadas ao indivíduo. “A equipe
de Enfermagem avalia o doente,
administra a medicação e reavalia,
para verificar a efetividade da
conduta. O fato de estar mais
próximo ao paciente facilita todo
este processo de controle da dor”.

domingo, 10 de outubro de 2010

Florence Nightingale, A Pioneira da Enfermagem.

Mesmo sendo rica e bem-relacionada, vivia em Florença, no Grão-ducado da Toscana. Por isso, Florence recebeu o nome em inglês da cidade em que nasceu, como sua irmã mais velha Parthenope nascida em Partênope (Nápoles). Moça brilhante e impetuosa, rebelou-se contra o papel convencional para as mulheres de seu estatuto, que seria tornar-se esposa submissa, e decidiu dedicar-se à caridade, encontrado seu caminho na enfermagem.
Tradicionalmente, o papel de enfermeira era exercido por mulheres ajudantes em hospitais ou acompanhando exércitos, muitas cozinheiras e prostitutas acabavam tornando-se enfermeiras, sendo que estas últimas eram obrigadas como castigo.
Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes. Ela anunciou sua decisão para a família em 1845, provocando raiva e rompimento, principalmente com sua mãe.
Em dezembro de 1844, em resposta à morte de um mendigo numa enfermaria em Londres, que acabou evoluindo para escândalo público, ela se tornou a principal defensora de melhorias no tratamento médico. Imediatamente, ela obteve o apoio de Charles Villiers, presidente do Poor Law Board (Comitê de Lei para os Pobres). Isto a levou a ter papel ativo na reforma das Leis dos Pobres, estendendo o papel do Estado para muito além do fornecimento de tratamento médico.
Em 1846, Florence visitou Kaiserwerth, um hospital pioneiro fundado e dirigido por uma ordem de freiras católicas na Alemanha, ficando impressionada pela qualidade do tratamento médico e pelo comprometimento e prática das religiosas.
A contribuição mais famosa de Florence foi durante a Guerra da Crimeia, que se tornou seu principal foco quando relatos de guerra começaram a chegar à Inglaterra contando sobre as condições horríveis para os feridos. Em outubro de 1854, Florence e uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela, inclusive sua tia Mai Smith, partem para os Campos de Scutari localizados na Turquia Otomana.
Florence Nightingale voltou para a Inglaterra como heroína em Agosto de 1857 e, de acordo com a BBC, era provavelmente a pessoa mais famosa da Era Vitoriana além da própria Rainha Vitória.[1]
Contudo, o destino lhe reservou um grande golpe quando contrai febre tifoide e permanece com sérias restrições físicas, retornando em 1856 da Crimeia.
Impossibilitada de fazer seus trabalhos físicos, dedica-se a formação da escola de enfermagem em 1859 na Inglaterra, onde já era reconhecida no seu valor profissional e técnico, recebendo prêmio concedido através do governo inglês. Fundou a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, com curso de um ano, era ministrado por médicos com aulas teóricas e práticas.
Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 ela se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito.
Florence Nightingale faleceu em 13 de agosto de 1910, deixando legado de persistência, capacidade, compaixão e dedicação ao próximo, estabeleceu as diretrizes e caminho para enfermagem moderna.